Sistema i-MMD da Honda

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Sistema i-MMD da Honda

Mensagem por rdd48856 » 19 jan 2019, 23:01

Tal como com o HSD dos híbridos da Toyota, também o i-MMD (intelligent Multi Mode Drive), ou condução inteligente multi-modo, dos híbridos da Honda irá merecer aqui uma análise detalhada.

A razão é simples: tal como no caso do sistema da Toyota também este é um full-hybrid e é o primeiro que não recorre nem a uma caixa CVT mecânica (como no caso dos híbridos da Kia/Hyundai) nem ao e-CVT da Toyota e da GM.

Portanto é uma inovação que, como veremos, promete desempenhos interessantes sem depender do licenciamento da Toyota e que, por não conter em si nada de muito exótico, poderá ser seguida por outros fabricantes sem grande dificuldade.

Princípio de funcionamento do i-MMD.

Vamos voltar a pegar na analogia da bicicleta que utilizei aqui https://www.autogas.pt/forum/viewtopic.php?f=43&t=16702 para explicar o funcionamento do HSD.

Neste caso temos adicionalmente uma embraiagem que coloca/retira a corrente da pedaleira.

Assim temos um motor/gerador elétrico na pedaleira, outro motor/gerador elétrico na roda traseira. Ambos os motores/geradores elétricos estão ligados a uma bateria. As nossas pernas equivalem ao motor térmico.

No primeiro modo de funcionamento, aquele que será utilizado até velocidades da ordem dos 70/80 km/h, ao rodar a pedaleira o gerador produz energia elétrica, sendo uma parte utilizada para carregar a bateria e a outra parte para acionar o motor ligado à roda traseira.

É o modo HV (ver abaixo).
Honda i-MMD-HV.jpg
Quando a bateria estiver completamente carregada, posso parar de pedalar. A partir daqui o motor elétrico da roda traseira utiliza energia da bateria para funcionar. É o modo EV. Este modo de funcionamento pode ser visto no diagrama abaixo.
Honda i-MMD-EV.jpg

Quando a bateria estiver descarregada recomeço a pedalar e o ciclo recomeça. A vantagem é que pedalo sempre com a máxima eficiência, isto é à rotação e carga que me é mais favorável.

O terceiro modo de funcionamento é o modo ICE. Neste caso, e ao contrário do que sucede no sistema Nissan e-Power, por exemplo, existe uma embraiagem que permite ligar diretamente o motor de combustão às rodas (bem ao motor elétrico, que por sua vez está ligado às rodas).

Uma ligação direta às rodas é a única via que permite manter uma boa eficiência na transmissão de energia do ICE (motor de combustão) para as rodas em situações de alta carga típicas da condução em A.E. a alta velocidade. Esta ligação funciona como uma caixa normal em 6ª velocidade.

Se for necessário mais binário o motor elétrico utiliza a energia das baterias para suplementar o motor térmico. Em travagens ou descidas o motor elétrico carrega a bateria, abrandando o carro. Este modo de funcionamento está esquematizado abaixo.
Honda i-MMD-ICE.jpg
Caso seja necessária ainda mais potência a embraiagem desliga o motor de combustão do motor elétrico (regressando ao modo HV), sendo o primeiro acelerado à rotação de potência máxima, o que, complementado por energia elétrica proveniente da bateria, permite, por breves períodos, atingir os 184cv correspondentes à potência máxima do motor elétrico.

Vantagens e desvantagens deste sistema em relação ao HSD da Toyota.

Como vantagem teremos teoricamente uma maior eficiência em A.E. a velocidades elevadas, uma vez que a energia flui totalmente por via mecânica do motor de combustão para as rodas. Pelo contrário em velocidades/cargas reduzidas, como a totalidade da energia flui por via elétrica, a eficiência será menor do que no HSD.

Não existe PSD, isto é a transmissão planetária, mas por outro lado os motores/geradores elétricos e respetivos inversores/conversores têm que ser mais potentes, o que se traduz num maior custo, peso e volume ocupado. As baterias, ao contrário do que ocorre no HSD, serão exclusivamente de lítio e sujeitas a um maior número de ciclos carga/descarga, pelo que deverão também ser mais caras.

Quanto ao motor térmico (e ao contrário do que ocorre no HSD da Toyota) não é um ciclo Atkison puro, utilizando o i-VTEC para alternar entre este ciclo e o Otto, pelo que na conversão para GPL sobrecarrega mais as válvulas, mas é de injeção indireta, pelo que poderá ser convertido por valores a partir de 1300€.

Uma versão mais simples deste sistema, com um único motor/gerador mas mantendo a embraiagem, será aplicada ao Honda Jazz.

Discussão aqui: https://www.autogas.pt/forum/viewtopic.php?f=43&t=18088
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